Ministério da Saúde muda recomendação de mamografia: saiba mais!

Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde alterou a faixa etária recomendada para a mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A partir de agora, mulheres a partir dos 40 anos terão acesso garantido ao exame, mesmo sem sintomas.

A medida amplia a cobertura anterior, que indicava o rastreamento apenas entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

O objetivo é facilitar o diagnóstico precoce do câncer de mama, que representa a principal causa de morte por câncer entre mulheres no país.

Novas faixas de recomendação

O novo protocolo estabelece três grupos principais. Mulheres de 40 a 49 anos passam a ter acesso garantido à mamografia, mas sem obrigatoriedade de repetir o exame a cada dois anos.

Entre 50 e 74 anos, o rastreamento populacional continua sendo bienal, ou seja, uma mamografia a cada dois anos como rotina.

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Já acima dos 74 anos, a decisão será individualizada, de acordo com o histórico clínico, comorbidades e expectativa de vida.

Por que a diretriz mudou

Segundo o próprio Ministério da Saúde, quase um quarto dos casos de câncer de mama no Brasil surge antes dos 50 anos.

A ampliação para a faixa dos 40 busca responder a esse cenário e alinhar o país a práticas adotadas em outros sistemas de saúde.

Além disso, especialistas defendem que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos.

Exame essencial para o diagnóstico precoce

A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama. Ela detecta alterações como nódulos, cistos e espessamentos do tecido antes de qualquer sinal clínico.

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Quando há suspeita, o próximo passo costuma ser a biópsia, que confirma o diagnóstico. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) já defendia há anos a realização anual do exame a partir dos 40 anos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, mais de 30% das mamografias realizadas no país foram em mulheres abaixo dos 50 anos — um indício de que a prática já vinha sendo adotada na rotina dos serviços públicos e privados.

O governo também anunciou investimentos em novos mamógrafos, centros móveis de atendimento e atualização dos protocolos clínicos.

O foco é reduzir desigualdades regionais e garantir que o exame chegue também a áreas com menor cobertura, especialmente no interior do país.

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