Como a depressão pode afetar a libido — e o que fazer

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A depressão é uma condição complexa, que vai muito além da tristeza. Ela mexe com a energia, o sono, a motivação e até com a forma como nos relacionamos com o próprio corpo e com os outros.

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Dessa maneira, pessoas com quadros de depressão muitas vezes apresentam diminuição da libido, um impacto na vida sexual que pode gerar frustração, dúvidas e ainda mais sofrimento emocional. Entenda mais:

O que a depressão faz com o desejo sexual

A libido depende de uma engrenagem delicada que envolve hormônios, neurotransmissores, emoções e a qualidade das relações interpessoais. Quando a depressão entra em cena, essa engrenagem pode se desajustar em diferentes pontos:

Alterações químicas no cérebro

A depressão está associada a mudanças nos níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina, substâncias ligadas ao prazer, à motivação e ao desejo.

Quando esses sistemas estão em desequilíbrio, o interesse sexual pode simplesmente desaparecer, mesmo que exista carinho ou atração pelo parceiro.

Cansaço constante

A fadiga é um dos sintomas mais frequentes. É como se o corpo vivesse em modo de economia de energia, tornando tarefas simples cansativas — e o sexo, que exige disposição física e mental, pode acabar ficando em segundo plano.

Autoestima em baixa

A depressão muitas vezes distorce a percepção que a pessoa tem de si mesma. A sensação de inadequação ou a crítica interna exagerada prejudicam a forma como se enxerga a própria sexualidade.

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Quando a autoestima é afetada, é comum sentir menos vontade de se expor fisicamente ou de buscar intimidade.

Isolamento emocional

Outro aspecto é o distanciamento. A pessoa deprimida pode se sentir desligada, menos conectada emocionalmente ao outro, o que impacta diretamente a intimidade, que depende de proximidade e confiança.

Efeito dos medicamentos

Muitos antidepressivos, principalmente os ISRSs (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), têm como efeito colateral a redução do desejo ou a dificuldade em chegar ao orgasmo.

É um fator importante, já que, ao mesmo tempo que ajudam no humor, podem atrapalhar a vida sexual.

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Como lidar com o problema?

Quando a libido diminui, é comum sentir ansiedade ou frustração, mas existem formas de encarar essa fase sem tanto peso.

Uma delas é conversar com o médico sobre o tratamento: em alguns casos, é possível ajustar a medicação ou buscar alternativas que interfiram menos na vida sexual.

Outra estratégia importante é a psicoterapia, que ajuda a fortalecer a autoestima, questionar pensamentos negativos e criar novas formas de se relacionar com o corpo e com o parceiro.

O diálogo no relacionamento também faz diferença. Explicar o que está acontecendo evita que a falta de desejo seja vista como rejeição e abre espaço para mais cumplicidade.

Além disso, cuidar do corpo — com atividade física, sono de qualidade e alimentação equilibrada — pode trazer de volta energia e disposição.

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